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As principais diferenças entre a realidade virtual e a realidade aumentada

Não as podemos separar, mas sim complementar, como veremos abaixo, uma vez que a realidade aumentada “nasce” desse fenómeno que tem vindo a ser desenvolvido há bastante tempo, a realidade virtual.

Começando por uma abordagem descomplicada, digamos que a realidade virtual transporta o utilizador para um ambiente totalmente diferente daquele em que ele está naquele momento, mas que já está pronto a ser vivido porque foi artificialmente desenvolvido para esse efeito. Ou seja, uma espécie de mundo paralelo, num local completamente diferente, muito usado no mundo dos jogos de imersão total, em que tudo o que o utilizador vê é gerado por um computador: 100% virtual, isolado do mundo à sua volta, com as dificuldades já conhecidas de interação sensorial e envolvimento cinestésico do utilizador.

Para superar estas dificuldades e aliciar o utilizador, são portanto usados dispositivos como capacetes, luvas e óculos que permitem que o mesmo se isole e “mergulhe” nesse mundo artificialmente criado e cuja função é, também, “convencer” o utilizador de que aquilo que está a ver e a viver é real, para, por exemplo, no conforto da sua sala de estar, sentir que passeia numa selva com animais selvagens realisticamente desenvolvidos.

Por sua vez, a realidade aumentada permite que o utilizador crie e obtenha novas informações sobre o ambiente em que está, aumentando a realidade e adicionando ainda ao ambiente do utilizador mais dados que lhe possam interessar, como é o caso dos Google Glasses. Em suma, trata-se de criar formas e misturar componentes criados artificialmente com outros reais: o utilizador continua a ver o mundo real, só que complementado com alguns elementos virtuais.

A ideia e o objetivo é aumentar a realidade com informações paralelas, alinhadas e relevantes para a visão do utilizador e do mundo real em que se encontra e do qual não se “desliga” para beneficiar desta realidade aumentada. É como se entrasse num upgrade da sua própria realidade, sem limites de conhecimento e criação de informação.

As aplicações para dispositivos móveis são, atualmente, das principais utilizadoras da realidade aumentada porque o utilizador consegue “estar” em dois mundos em simultâneo, com efeitos bastante positivos na “costumer experience”. Posicionam-se assim produtos e serviços no mercado, como com as apps de venda online, um fenómeno que está a crescer substancialmente com o embaratecimento dos dispositivos móveis (tablets, smartphones, etc.).

Qual a empresa de e-commerce que não procura desenvolver atualmente a sua app de venda, de preferência apelando à venda intuitiva e sensorial que a realidade aumentada pode proporcionar, mostrando os seus produtos com toda a informação detalhada das características, tamanhos, etc.? A resposta está em praticamente todos os casos de sucesso deste nicho de mercado.

Na medicina, no ensino, em todo o nosso quotidiano, veremos ser implementado, de forma mais ou menos subtil, este “melhoramento” das nossas capacidades cognitivas, sensoriais e de conhecimento chamado realidade aumentada.